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Calma regressa a Wall Street

15.08.2017

Com a acalmia da retórica entre Trump e a Coreia do Norte e o desvio das atenções do presidente norte-americano para a Venezuela e alguns problemas internos, a nuvem de nervosismo que pairou sobre Wall Street a semana passada, parece para já ter-se dissipado, permitindo aos indices aproximarem-se de novo de máximos históricos, assim como levou a um recuo dos activos refúgio que estiveram em destaque a semana passada, como o Ouro e o Yen, com o metal precioso a ceder 0,6% para os $1,282.14 por onça, ao passo que a moeda nipónica desvalorizou 0,4% para os 109.66. Em relação aos sectores, assim como a tecnologia foi a que mais caiu a semana passada, ontem foi o grupo que melhor recuperou, dando ao Nasdaq o maior ganho do dia com uma subida de +1,34%, enquanto que o Dow Jones se ficou por metade desse valor, apesar de apenas 4 dos seus constituintes não terem terminado em território positivo.

O alivio da pressão vendedora dos últimos dias estendeu-se ao U.S dólar, que valorizou 0.3% contra um cabaz de outras moedas principais, ficando nos $1.1786 contra o Euro e $1.2967 versus a Libra. Esta semana será importante para aferir se a menor perspectiva de uma subida dos juros em Dezembro terá efeito no valor do U.S dólar, depois dos dados da inflação de sexta-feira terem refreado o optimismo dos defensores de um regresso à normalização da politica monetária. Nas matérias-primas destaque para a forte queda do Crude, com o WTI a perder 2,8% para os $47.47 por barril, o desanimo dos investidores foi agravado pelas previsões da Energy Information Administration, que ao incluir mais regiões na sua análise estima que o shale Oil norte-americano irá bater o recorde de produção nos 6,2 milhões de barris por dia. Movimento de expansão que contraria a contracção por parte dos principais produtores da OPEP e da Rússia, algo que aquando do anúncio do acordo em Novembro do ano passado referi como o mais provável de ocorrer, ou seja, o shale Oil iria compensar a quebra de produção da OPEP, o que conjugado com uma menor procura pelo activo iria condicionar os preços a se manterem em valor bem mais baixos do que nos anos anteriores.
O gráfico de hoje é do Light Crude, o time-frame é Mensal



Depois de ter quebrado em alta a linha (verde) dos ombros de um Head&Shoulders invertido, o crude encontra-se agora entre uma linha de resistência superior e essa quebra anterior, local que poderá ser de importância maior com vista a aferir a capacidade do activo em prosseguir ou não o rebound iniciado no principio do ano passado.